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Engajamento, Comprometimento, Pertencimento e a Geração Y

Engajamento, Comprometimento, Pertencimento e a Geração Y

Engajamento, Comprometimento, Pertencimento e a Geração Y

O sentimento de pertencimento à instituição de trabalho fortalece o comportamento de comprometimento dos funcionários, fator indispensável para manter/aumentar a produtividade da organização. Entretanto, manter os funcionários comprometidos com seus objetivos pessoais, profissionais e o ambiente de trabalho não tem sido tarefas fáceis.

O que em outro momento era observado como um vínculo além da relação de trabalho, ou seja, o empregado possuía afeto com a organização sentindo-se pertencente à cultura, engajado com os valores institucionais; Ultimamente tem se apresentado como uma relação de pouca consistência, fluída, fácil de ser interrompida.

Para Bastos, Brandão e Pinho (1997, p. 99) comprometimento é a forma “[...] como as pessoas se comportam em relação a determinados alvos”, e expõem que a expressão “com comprometimento” indicaria o grau de atenção, de esforço e cuidado que a pessoa coloca ao realizar algo”, destacando que está relacionando ao sentimento de “[...] lealdade a algo, relativamente duradouro, [...] que delineiam intenções, sentimentos, desejos” [...] a noção de ‘algo que amarra, ata, une’ o indivíduo a alguma coisa”.

Fato é que estudos recentes indicam que os jovens nascidos entre as décadas de 80 e 2000 (Geração Y) mostram-se criativos, com habilidades tecnológicas e capazes de executar tarefas de diferentes naturezas ao mesmo tempo. Para estes, que representam atualmente parcela significativa do mercado de trabalho, benefícios como remuneração compatível, estabilidade financeira, profissional, possibilidade de crescimento interno e assistências médicas já não representam fatores determinantes para permanecerem com o vínculo de trabalho. 

Estes jovens receberam em sua educação uma variedade de estímulos, possuíam suas agendas repletas de atividades extracurriculares e se tornaram multidisciplinares, capacitados, tecnológicos, ambiciosos, imediatistas e competitivos. O que exige das empresas que absolvem estes profissionais, muita criatividade e flexibilidade no contrato de trabalho.

Para reforçar o sentimento de pertencimento e engajamento é importante pensar que a Geração Y jamais admitiria gestores autoritários, centralizadores e incapazes de reconhecer seus esforços e suas competências. Portanto fazer uso de instrumentos de levantamento de indicadores de gestão como: Avaliação de Desempenho, Pesquisa de Clima, Pesquisa Sócio Econômica, Entrevista de Absenteísmo e Entrevista de Desligamento; Podem contribuir para a melhor compreensão do ambiente de trabalho e intervenções assertivas que visem ações de melhorias e mudanças que motivem.  

Uma boa alternativa é a flexibilidade de horários e de espaço, bem como planos de benefícios muito particulares que visem os objetivos pessoais desses trabalhadores. Outra forma de atrair a atenção desses profissionais e mantê-los felizes e engajados, é buscar parcerias com instituições de lazer ou educacionais, para que estas possam oferecer descontos em academias, SPA’s, restaurantes naturais, farmácias, creches, escolas, universidades, concessionárias de veículos, corretoras de imóveis, autoescolas, cursos profissionalizantes e etc. Talvez até, pensar em possibilitar a extensão desses benefícios para seus parentes, dependentes, enteados; Compreendendo que as novas conjunturas familiares permitem trocas de papeis e de responsabilidades. 

Autor: ROSANA MELLO - Psicóloga Sistêmica Organizacional, Especialista em Liderança Estratégica. Sócia Diretora da Ello Pessoas e Negócios. Possui 10 anos de experiência na área de Recursos Humanos, Departamento Pessoal, Saúde e Segurança do Trabalhador. Tambem atua com: Orientação e Reorientação Profissional; Assessoria de recolocação - Job Hunter (Caça Vagas); Professora de Pós-Graduação e Palestrante Autônoma.